Bio

Marcos Scorzelli

Marcos Scorzelli é carioca, formado em design pela PUC Rio e começou a carreira inovando em projetos de arquitetura como designer de interiores corporativo e de cenografia.

Com seu pai criou a Scorzelli Arquitetura e Design em 1993 e ao longo de 23 anos receberam vários prêmios por projetos corporativos desenvolvidos para grandes empresas.

Texto Anna Paola Batista curadora Museus Castro Maya

“Uma história que começou com o pai moldando bichos em papel para a diversão das crianças; avançou através dos anos com a parceria de pai e filho no escritório de arquitetura, quando aproveitavam brechas no trabalho para criarem cada vez mais bichos, sem recorte ou perda de papel, a partir somente do círculo, quadrado ou retângulo; caminhou como um desafio para Marcos, após a morte de Roberto Scorzelli, para encontrar a forma de tirar os bichos da bidimensionalidade e viabilizá-los como esculturas. Nesse percurso, alguns materiais como acrílico ou ouro foram experimentados até que chapas de aço carbono se revelassem o veículo ideal.

Ressignificados agora por Marcos, os bichos finalmente tomaram corpo. A forma tridimensional no espaço é alcançada simplesmente pelo vinco e corte da chapa.  Soldas e aparas são definitivamente proibidas! Depois, as cores vibrantes concorrem para personalizá-los. Marcos brinca ainda com as dimensões, criando desde miniaturas a Megabichos. Permanecem, no entanto, aqueles mesmos sentidos norteadores – o rigor geométrico e o humor – que estavam na origem dos bichos. Seus animais são ao mesmo tempo a continuidade do sentido lúdico e a problematização da geometria. Nesse sentido, adequam-se ao desenvolvimento de um viés educativo, explorado agora nessa exposição. A aparente simplicidade da transformação de uma forma geométrica plana em um volume espacial complexo, travestido de figuras de bichos coloridos, dinâmicos e cheios de personalidade, vai certamente encantar os jovens. Estes e também o público em geral vão usufruir deste zoo de aço em um ambiente no qual os Megabichos parecem estar “em casa”: a floresta ajardinada do Museu do Açude. ” Anna Paola Batista – Curadora Museus Castro Maya

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